Imagine-se de férias em Jericoacoara, paradisíaca praia do Ceará. Você pode ser o destino, eu sou o observador. Você curte o cenário, eu curto você curtindo o cenário. Você aproveita o pôr do sol na duna, eu fotografo. Você toma banho de mar, eu vejo você mar adentro. Você janta peixe fresco, eu tomo nota do restaurante para depois.
Viajar é uma experiência subjetiva. Não existe viagem igual, porque você antes de ir é diferente de você depois de voltar. A beleza da viagem, acredito, está no fato de você se encontrar, mas também se perder. O que você descobre numa viagem é também um pouco de descoberta sobre você mesmo.
Mas já parou para pensar que viajar é também uma ponte entre você e você mesmo? Não é apenas uma fuga, mas um encontro. Entre o que você era e o que está se tornando.
Cada destino deixa uma marca, molda uma parte do seu ser. Eu gosto de guardar lembranças, mas não aquelas materiais. Guardo sensações. O cheiro de uma cidade pela manhã, a textura da areia, aquele vento gelado na cara, o gosto doce de uma fruta exótica que você nunca tinha experimentado.
E você? Já parou pra pensar que viajar é como se reconectar consigo mesmo? Que cada viagem é na verdade um reencontro?
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