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Guia de sobrevivência em Sydney: a maior cidade da Austrália

Olá, viajantes de plantão! Chegou a hora de ressuscitar o Tripness após um hiato de alguns dias, semanas, meses…f***-se, o mais importante é que estamos de volta!

E com um guia de sobrevivência na maior cidade da Austrália, Sydney. Minha humilde residência (isso aqui não é música do Michel Teló) O lugar que chamo de lar nos últimos 7 meses.

Eu sei o que você está pensando, Sydney que destino clichê. Mas se é clichê é por que o povo gosta, e você vai descobrir o por que no decorrer desse post.

Mas vou começar pelas partes mais chatas, sem choro, nem vela, será rápido e indolor.

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Planejando a vinda para a Austrália.

Visto

Existem muitos meios de vir para Sydney, os mais comuns são os vistos de estudante e turista, se tiver passaporte italiano ou português, o Work Holiday Visa surge como uma benção do senhor.

Visto de turista pode durar até 3 meses e pode ser aplicado pelo site da imigração Australiana. Mais informações.

O visto de estudante é um pouco mais complicado, se por um período maior do que 16 semanas permite ao estudante trabalhar por meio período (20 horas semanais).

O mais comum é estudar inglês, mas se você já tiver feito uma prova de proficiência em inglês é uma boa optar por um curso que ocupe menos tempo seja mais avançado. Recomendo ir a algumas (das mil ) agências de intercâmbio e fazer alguns orçamentos.

Mais informações.

Passagem

A passagem para Austrália é super cara, pronto. Tentar conseguir promoções em baixa temporada (lá pro fim do verão ou no inverno) é uma opção e ficar de olho em promoções pelo Skyscanner.

Dinheiro

Eu tentaria evitar casa de câmbios e travel cards, trazer algum dinheiro para os primeiros dias é primordial.

Depois o jeito mais barato é tentar comprar dólares no grupo Brasileiros em Sydney, no estilo a pessoa te dá o dinheiro e você transfere para conta dela no Brasil.

Se tiver um amigo, mas muito amigo mesmo com conta bancária aqui na Austrália fazer um bem bolado via TransferWise também evita as taxas absurdas.

Agora que você já tem o visto, a passagem e o dinheiro (Ryco!), bora ao que importa J

O que trazer

Comida – vai que perto da moradia só tem coisa cara ou o mercado fecha cedo

Uma blusa – Sim, em vários momentos vai fazer um p*t* vento. O clima é bipolar e ponto.

Guarda-chuva – Não é São Paulo, mas garoa que é uma beleza.

Adaptador para tomada Australiana

Se quiser trazer comida do Brasil para vender você pode também, o povo compra.

Acomodação

Algumas áreas de Sydney estão cheias de Hostels. Os principais pontos para achar um hostel são a City/CBD (Região central de Sydney), Eastern Beaches e Northern Beaches.

Áreas para se hospedar:

City

Perto de tudo, cheio de linhas de trem, LightRail e ônibus. Para mim, o melhor lugar. Não tem praia, mas permite maior flexibilidade na hora de locomover-se.

Eastern Beaches

Normalmente Bondi é escolhida como acomodação na região, Bondi Beach é a praia mais cheia/lotada famosa de Sydney.

Vantagem: perto da praia e é possível fazer a costal walk por todas as praias da região leste.

Desvantagem: Não tem trem, logo tem que pegar um ônibus para chegar a malha ferroviária o que não ajuda a economizar tempo e dinheiro.

Dica: é possível procurar em Bondi Junction a estação de trem mais próxima e que fica a 10 minutos da praia.

Manly

Do lado norte e a segunda praia mais lotada famosa de Sydney é a central do agito do lado norte e tem uma vista privilegiada, além de fácil acesso a outras praias na região do norte.

Vantagem: Perto da praia e energia contagiante, parece outra cidade;

Desvantagem: Não tem trem, então para chegar na city só de ônibus (Demoooora!) ou ferry (Caro!).

Dica Master top das galáxias sobre encontrar hospedagem

Sempre tem muita gente alugando quarto por uma, duas semanas ou mais no grupo dos Brasileiros em Sydney ou no Grupo Where to live in Sydney.

Normalmente é mais barato, mas pode acabar te deixando longe do agito, uma amiga minha recentemente veio passar 5 dias aqui e foi o melhor custo-benefício.

Também é possível tentar encontrar hospedagem de graça como já comentamos aqui no Tripness, pode valer a tentativa.

Mapa

O mapa para exemplificar as regiões de Sydney, onde estão as praias, áreas residenciais e etc..

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Chegando na terra dos cangurus

Chegou no aeroporto de Sydney e agora Nilo?

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Keep calm e se locomova

Se locomover via transporte público por Sydney é bem simples, graças à malha ferroviária com 178 estações que conseguem te levar para boa parte dos lugares da área de 12,368 km²

O mapa ferroviário:

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Para o resto dos lugares o trajeto pode ser feito de ônibus. Ah, acostume-se, o transporte é caro.

Para não se perder a melhor opção é usar o aplicativo OpalTravel que serve para todos os transportes em Sydney e mostra o preço das viagens. Está disponível pra AndroidIphone.

Em uma semana, 60 dólares podem sumir enquanto você está passeando e conhecendo a cidade.

Assim que chega procura uma loja de conveniência, 7 Eleven ou lotérica para comprar seu OpalCard

O OpalCard é similar ao bilhete único em São Paulo e outros cartões que são comuns nas grandes capitais brasileiras e pode ser usado para pagar praticamente todos os transportes em Sydney (Trem, Bus, Light Rail e Ferry).

Se você pegar dois tipos de transporte na mesma viagem (período de 1 hora) você terá desconto de 1 dólar no segundo tipo de transporte.

E digo mais.

Após realizar 8 viagens na semana, todas as passagens ficam pela metade do preço até acabar a semana.

Por isso, a melhor ideia é comprar o OpalCard assim que chegar em Sydney.

Os trens têm dois andares:

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Além dos trens, Sydney conta com um alto número de linhas de ônibus (inclusive linhas noturnas para quando estiver voltando da balada) e o LightRail, uma espécie de bonde elétrico que é uma boa opção pela City.

Primeiras Impressões

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Saindo do aeroporto e pegando o trem, uma coisa é evidente: aquela ideia de que na Austrália você vai encontrar aquele monte de gente loira com pranchas de surf não se sustenta nem por um minuto.

Na verdade, a minha impressão no primeiro dia é que eu estava em uma gigante China Town, devido ao grande número de imigrantes chineses.

Isso não é uma surpresa, já que a China é logo ali. Tudo bem, são 11 horas de avião, mas ainda assim é próximo devido ao isolamento da grande ilha chamada Austrália :p

Mas a realidade é que Sydney é uma cidade multicultural com imigrantes de todo o mundo. São tantas diferenças em termos de aparência, vestimenta e culturas que chega a impressionar.

E eu achava que em São Paulo tinha de tudo, mas não… essa é Sydney!

Conheci gente de todos os continentes do mundo por aqui e esse intercâmbio de culturas é uma das melhores partes de viajar.

Sydney é bem organizada, filas são comuns e todo mundo respeita, as pessoas em geral são educadas (sempre tem aqueles serumaninhos né) e ajudam quando você pedir informação (já fui ajudado até sem pedir hahaha).

Comer e beber

Com essa ambientação de cidade internacional é possível encontrar os mais variados tipos de restaurantes na cidade (culinária asiática e europeia são os mais comuns).

Há alguns mercados com corredores denominados “produtos internacionais” e, para os brasileiros, é fácil achar anúncios de marmitas caseiras no Facebook que quebram um galho quando dá aquela preguiça de cozinhar.

Quem nunca?

Os restaurantes de comida asiática são o grande ponto da City (área central de Sydney, principal ponto comercial da cidade) e dos bairros do lado Oeste da cidade.

A China Town é uma opção com preços em conta e diversidade de pratos chineses. Também na City está sediada a Thai Town para os amantes de comida tailandesa.

Os restaurantes japoneses e coreanos são ótimas opções e os restaurantes coreanos são os meus preferidos.

Comida coreana, um pouco apimentada.

Comida coreana, um pouco apimentada.
Comida coreana, um pouco apimentada.

E para quem não curte refeições diferentes, (eu mesmo experimentei várias comidas que o santo não bateu), Sydney é repleta dos fast foods, como Hungry Jacks (Burger King), KFC, Domino’s, Pizza Hutt e Subway.

Mcdonalds também está presente, mas é chamado de Maccas pelo pessoal daqui… sim, é verdade, australianos diminuem absolutamente todas as palavras.

Além disso outras opções são pequenas lojas que servem Fish and Chips, tradicional em uma colônia da Inglaterra, os Kebab’s shops que você encontra em quase todo lugar e os Pork Roll’s.

Para economizar no mercado você pode comprar os produtos home brand (marca do mercado) que custam até três vezes menos do que os produtos de marca. Alguns são bem ruins :(, outros eu não vejo diferença.

E por fim, vale a pena experimentar Tim-Tam, o chocolate que os Australianos clamam ter criado, uma delícia.

E quando o assunto é encher a cara?

Quando o assunto é bebida alcoólica os preços disparam, uma vez que a Austrália teve problemas recentes com alcoolismo e aumentaram os impostos sobre bebidas (cigarros também).

O ideal é sempre fazer um esquenta pra não ficar pobre em uma noite na cidade.

Não é permitido beber livremente pela cidade, porém há praias e parques em que o consumo é liberado. LOL

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Ou seja, a rigidez não é tanta como em outros países.

As principais ideias para turistar em Sydney

City

Turismo em Sydney normalmente é associado ao cartão postal Darling Harbour e Opera House, que realmente são impressionantes.

A Opera House é gigantesca e com uma arquitetura única e o porto e a ponte de Darling Harbour são realmente lindos, principalmente ao pôr do sol.

Porém, a região da City é muito mais do que isso;

É possível encontrar diversos parques, sendo o mais bonito e aconchegante o Royal Botanic Gadens, um dos meus lugares preferidos em Sydney.

Uma gigante área verde próximo a Opera House para curtir um sol, fazer um picnic com os amigos ou simplesmente se sentir em contato natureza. Há também o Ryde Park.

Na city você encontra a China Town, Paddy’s Market (ótimo para comprar lembrancinhas sem ter que vender um rim), o famoso Queen Victoria Bulding, a Galeria de Arte e o Museu de arte contemporânea.

Eastern Beaches

bondi-coogee-walkUm dos lados mais bonitos na cidade e reduto da comunidade brasileira. É comum encontrar grupos de brasileiros fazendo BBQs nas praias de Bondi e Coogee, essa última, o melhor lugar para uma tarde de domingo agitada.

A caminhada Bondi- Coogee é um dos pontos mais famosos, repleto de lindas paisagens e passando por cinco praias das Eastern Beaches de Sydney.

 

Manly

manlyPegar a Ferry na city (Estação de Circular Quay) e em meia hora você está chegando em Manly.

Visitar as praias do Norte é outra parada obrigatória.

Manly é movimentada e agitada, apenas pisando fora do barco você já sente uma outra atmosfera.

Com uma extensa orla, Manly pode estar um pouco cheia, mas é sempre bonita e uma boa caminhada pelo calçadão vale a pena. Visitar a pequena e calma Shelly Beach é uma ótima opção e talvez encarar a Costal Walk por lá.

Outras praias

Incrivelmente bonitas Little Bay, Cronulla, Maroubra, Palm Beach e Wollongong valem a visita.

Prometo falar um pouco mais delas no Guia “O que fazer em Sydney”.

Natureza

Para quem gosta de trilhas, Sydney é repleta de opções, sendo a principal lugar no Royal National Park.

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Longe da correria de uma grande cidade faz até você esquecer que está em Sydney. Outro passeio imperdível é visitar as frias e famosas Blue Mountains.

E aí, deu para entender por que eu e tantos estrangeiros escolhem Sydney como destino? Aguardem o próximo post falando mais sobre as atrações dessa cidade incrível e pergunte nos comentários o que gostaria de saber.

Vida noturna

Sobre a noite em Sydney as opções são variadas:

A região mais movimentada e com a maior variedade é a City. Tem bares e baladas para todos os gostos.

Manly tem suas próprias opções por quem se hospeda por lá não quer ir pra city todo dia.

Bondi conta com algumas opções também como a El Topo a Beer Garden entre outros.

Kingscross é conhecido pela vida noturna agitada.

New Town fica a poucos minutos da City e comanda a cena alternativa de Sydney, um dos meus preferidos é o Marlys.

 

E você, quer viajar para Austrália, confere o post com dicas de viagem pela Austrália!

Esse foi o Guia de Sobrevivência em Sydney, se você sentiu falta de alguma informação ou ficou com alguma dúvida comenta aí jhow

🙂

Sobre Nilo Luz

Freelancer na área de marketing digital e apaixonado por viajar pelo Brasil e pelo mundo. Entusiasta em nomadismo digital, já morei na Austrália e conheci um canguru, já dei banho nos elefantes resgatados de maus tratos na Taiândia, comi massa e pizza na Itália e bebi vinho do porto em Portugal entre outras coisas durante minhas viagens, mas a mais importante é conhecer um pouco da cultura de cada local e outros viajantes, e aprender no processo.

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