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Koh Phi Phi no Sul da Tailândia

O que fazer na Tailândia e 5 dicas importantes para sua viagem

No post de hoje vou falar sobre minha viagem à Tailândia, uma das melhores viagens que já fiz sem sombra de dúvidas, falando um pouco das coisas pra fazer nesse polo turístico do sudeste asiático, dos preços e dicas que podem salvar a sua pele em terras Tailandesas.

Roteiro de viagem

Meu roteiro de viagem para 16 dias na Tailândia começou no sul do país, indo para o centro e norte. Apesar de não ser grande como o Brasil, o país conta com ambientes diversos, no sul estão as praias e famosas ilhas que já estiveram em diversos sucesso de Hollywood, nesta parte do país eu estive em Phuket e nas ilha de Phi Phi e Lanta.

No centro do país está a capital Bangkok onde passei 3 dias de muita diversão e mais ao norte as montanhas, longe da praia as cidades do norte tem uma menor proporção de turistas e são conhecidas pelo grande número de templos budistas.

Phuket

Phuket é a principal cidade da parte sul do país e um dos principais portos para embarcar rumo às ilhas, a cidade é bastante turística contando com uma estrutura básica de transporte, os principais bairros são o centro e Patong.

O aeroporto fica bastante distante da dessas áreas e um táxi tem um preço bem salgado, os preços são tabelados então todos cobram um valor bem parecido. Porém, logo em frente ao aeroporto existem serviços de van que são pelo menos três vezes mais baratos que taxis e te levam a porta de sua acomodação. Existem serviços parecidos para os dois portos da cidade onde é possível embarcar para as ilhas.

Uma dica importante é comprar a passagem com pelo menos um dia de antecedência online ou em seu hotel/hostel, os preços diretamente no porto são o dobro e a viagem que poderia ser barata começa a ficar cara nesses pequenos detalhes.

Sobre o bairro de Patong onde fiquei hospedado, a praia é bastante movimentada e não muito bonita, é necessário pegar um táxi ou tuk tuk para ir a praias mais afastadas que são mais belas, clamas e baratas com destaque para Freedom beach. Algumas dessas praias afastadas cobram entrada, normalmente não é um preço elevado e afasta grandes concentrações de turistas. A noite em Patong é bastante animada com diversos bares, porém é necessário ficar alerta a esquemas, uma das coisas mais famosas em Patong é o Ping Pong Show, algo que pessoalmente não recomendo por ser um dos pontos que promovem a exploração sexual no país.

Após Koh Phi Phi and Koh Lanta voltei a Phuket para pegar o meu voo e me hospedei em um hostel bem próximo ao aeroporto, um dos melhores hostels em que já fiquei e com uma praia linda e vazia a uma caminhada de 10 minutos.

Praia do Aeroporto em Phuket
Praia do Aeroporto em Phuket

Koh Phi Phi

Depois de sair de Phuket embarquei para a famosa ilha de Kho Phi Phi, ums dos destinos mais procurados na Tailândia, fama adquirida por ser o local de gravação do filme A Praia com Leonardo Dicaprio. Um destaque de Phi Phi é que é uma pequena ilha, sem carros e com ruas pequenas, os únicos veículos na ilha são motos usadas para recolher o lixo durante a noite, todo o resto é basicamente feito a pé ou de barco. Para aqueles com malas/mochilas pesadas é possível contratar carregadores com carrinhos de mão, eu andei com a minha mochila :p.

Os destaques em Phi Phi são as ilhas mais próximas, Maya Bay, Moneky Island, Bamboo Island e os pontos de mergulho. Andando pela cidade é possível encontrar pelo menos duas dezenas de empresas de mergulho, inclusive diversas com instrutores brasileiros para as pessoas que não têm muita desenvoltura no inglês.

A noite em Phi Phi é um capítulo a parte, diversos bares e opções de restaurantes, bebida barata e diversas festas ao mesmo. A praia é tomada por festas durante a noite virando uma pista de dança natural com shows pirotécnicos, bebidas em baldes e muita gente. Meu combo era ir ao Banana Bar, tomar uma cerveja no esquenta e ir pra balada na praia logo depois e foram noites incríveis. Outro ponto são as pool parties durante o dia em hotéis e hostels na orla da praia, só uma coisa a dizer, top!

Koh Lanta

No hotel conheci um dinamarquês que já estava na Tailândia pela terceira vez e perguntei, qual o melhor lugar para descansar após três noites mal dormidas em Phi Phi e a resposta foi rápida e certeira, a ilha de Lanta.

Lanta é bem diferente de Phi Phi, uma cidade grande e mais desenvolvida tomada por Tuk tuks e casas de massagem (a maioria são casas de massagem de verdade, uma vez na Tailândia é fácil de reconhecer quais são de verdade e quais são alternativas). Devido a seu tamanho Lanta com diversas praias, uma enorme reserva ecológica, o Parque Nacional de Koh Lanta, bares e baladas.

Na ilha acabei não indo as baladas, porém ouvi muito bem delas. Para quem quer um programa mais tranquilo recomendo ver o pôr do sol na praia, um dos mais lindos que já vi na Relax Beach e tomar uma(s) cerveja(s) (os sucos são bons também) no The Indian Bar.

Pôr do sol em Koh Lanta
Pôr do sol em Koh Lanta

Para curtir a ilha de Lanta devidamente é necessário gastar em transporte usando tuk tuk ou alugar uma scooter/carro. Como estava viajando solo a Scooter era a opção mais em conta, porém para quem viaja em três pessoas, alugar um carro seria basicamente o mesmo preço.

Bangkok

Depois de voltar a Phuket eu peguei meu voo para Bangkok, o clima ao chegar na cidade muda completamente, uma cidade monstruosa que provavelmente não agradará aqueles que não curtem uma boa metrópole. A notícia boa fica por conta do bom transporte por metrô que facilita e muita a locomoção permitindo ir e vir com certa facilidade, inclusive do aeroporto para diversos pontos das cidades.

As principais atrações de Bangkok são o Grand Palace e Wat Po, a residência oficial do rei da Tailândia, os mercados abertos. Entre eles está o gigantesco Chatuchak Market que só abre aos fins de semana, lá é possível encontrar qualquer coisa pra comprar e os melhores preços, depois de uma boa pechinchada. Durante a semana existem outros diversos mercados onde é possível comprar presentes, comida e roupas, além disso os mercados durante a semana contam com bares e boa estrutura para quem quiser dar um rolê diferente.

Para os fãs de natureza a principal opção é o Lumpini Park com lago, pistas de caminhada e ciclismo, lugares para piqueniques e tudo que um bom parque tem. Outra opção bastante diferenciada para quem realmente quer fugir do caos de uma cidade grande é  Bang Krachao, e esse é nosso segredo, praticamente nenhuma lista de coisas pra fazer em Bangkok lista este lugar.

Grupo andando de bicicleta em Bang Krachao
Grupo andando de bicicleta em Bang Krachao
Indo para Bang Krachao de barco
Indo para Bang Krachao de barco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comendo escorpião na Khao San Road enquanto a balada na rua está a todo vapor.
Comendo escorpião na Khao San Road enquanto a balada na rua está a todo vapor.

Bang Krachao é uma ilha artificial entre uma curva no rio e um canal onde só é possível ir de barco, a ilha é tomada por natureza e uma vez lá dificilmente você pensa que está em Bangkok. Chegando na ilha é possível alugar uma bicicleta por poucos reais o dia e aproveitar a ilha e o parque ciclístico no coração da ilha, eu passei horas na ilha e até perdi a noção do tempo, parece realmente outra cidade.

A noite de Bangkok oferece diversas opções, meu hostel ficava a poucos metros de um dos principais sets de se beber não case 2. Para quem gosta de uma boa balda, opções não faltam e também é possível ir a outro set do filme, no alto de um arranha-céu, porém os preços são bem salgados.

Agora, para quem quer preços baixos e não liga pra muvuca, a pedida é Khao San Road, basicamente a rua vira a pista de dança (a rua é devidamente fechada) e os inúmeros bares parecem atender o mesmo público naquele lugar com os famosos bucket e cervejas. Para quem realmente quer economizar é possível comprar bebida nas lojas de conveniência como a 7 eleven.

Chiang Mai

Após deixar Bangkok, peguei meu voo para o norte do país e cheguei a principal cidade Chiang Mai que ficou conhecida mundialmente há alguns meses pelo caso dos meninos presos na caverna. O ambiente em Chiang Mai é bem diferente, mais tranquilo do que em Bangkok e no sul, e foi a primeira cidade onde vi os monges budistas com certa frequência. A cidade conta com dezenas de templos, um mais bonito que o outro. A maioria deles fica no quadrado central da cidade, uma área imponente cercada por muros, porém com trânsito livre.

Templo budista em Chiang Mai
Templo budista em Chiang Mai
Templo budista em Chiang Mai
Templo budista em Chiang Mai
Alimentando os elefantes em Chiang Mai
Alimentando os elefantes em Chiang Mai

Nessa região é possível encontrar diversos bares durante a noite, há também restaurantes durante o dia, e os preços são bem mais convidativos em relação ao resto do país. Outras atrações de Chiang Mai são as diversas empresas de turismo de aventura onde é possível fazer rapel, escaladas, trilhas na floresta, aulas de culinária e visitar os elefantes.

Há um ponto sensível na visita aos elefantes, em certos lugares é possível montar os elefantes, porém esse é um processo bastante doloroso para os animais e uma pratica que eu repudio. Eu recomendaria visitar santuários que cuidam de elefantes resgatados onde é possível alimentá-los e dar banho e o dinheiro é revertido a cuidar dos animais invés de maltratá-los.

Elefantes no santuário após serem resgatados de ambientes hostis
Elefantes no santuário após serem resgatados de ambientes hostis

Pai

De Chiang Mai eu peguei uma pequena Van para subir as montanhas rumo a pequena cidade de Pai. A dica principal nessa parte do norte é que há inverno na Tailândia e uma ou duas blusas na mala em dezembro e janeiro é obrigatório, provavelmente em outras épocas do ano também é uma boa ideia.

Pôr do sol em Pai
Pôr do sol em Pai

Pai é especialmente interessante pro ser o lar de diversos nômades digitais que trabalham na Tailândia para diversos locais do mundo, juntamente com Chiang Mai devido aos preços super baratos.  A cidade é pequena e conta com muitos turistas que querem curtir as montanhas, as principais atrações Pai são cachoeiras, termas e monumentos budistas.

Grande monumento budista em Pai
Grande monumento budista em Pai

Uma das termas que fui está dividida por temperatura da água, senbdo a mais alta equivalente a água fervente, pessoas estavam lá cozinhado ovos. Porém, há termas em torno de 32 graus que é uma ótima pedida. Por ser uma cidade pequena a e maioria das atrações estarem localizadas nas montanhas é o único lugar onde eu digo que o aluguel de uma Scooter ou carro é bastante necessário para visitas todos os pontos com tranquilidade.

Por conta do grande número de turistas a noite na cidade é agitada com alguns bares e raves na floresta aos fins de semana conhecidas como Jungle Party.

Transporte

Os métodos comuns de viagens na Tailândia são trens noturnos ou avião, há também ônibus, mas conheci poucas pessoas que optaram por essa opção. A Air Asia é a cia mais barata para voos internos, porém recomendo fortemente pesquisar preços em um comparador de preços, eu consegui uma promoção onde paguei mais barato em um voo que incluía bagagem e almoço com a Thai Airways.

Em grandes cidades é possível usar Uber ou o concorrente legal, um aplicativo que conta com carros, moto taxis e taxis chamado Grab.

Visto

Brasileiros atualmente não precisam de visto pra Tailândia, então ao chegar no país é só pegar a fila pra estrangeiros e não a fila para aplicação de visto.

É necessário ter o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.

Comportamento

A maioria dos locais conta com cardápios em inglês e o serviço se esforça o suficiente para atender em inglês, usando todos os meios possíveis como mostrar números em calculadora.

Compra coisas como presentes na Tailândia é uma missão cansativa, devido ao grande número de turistas o preço das etiquetas é extremamente caro, e é esperado pelos locais que você pechinche e se você não pechinchar pode ter certeza que está pagando caro.

Em relação aos templos budistas, cada um funciona de uma maneira própria, em certos templos roupas curtas não permitidas, em outros não se pode tirar fotografias, outros cobram entrada e alguns poucos não permitem a entrada de mulheres, logo é bom prestar atenção nas placas e escapar daquela bronca nada camarada.

Dinheiro

Também devido ao turismo é extremamente fácil encontrar caixas eletrônicos e casas de câmbio, algumas casas de câmbio pedem passaporte, logo, se você está indo trocar dinheiro é uma boa ideia levar o passaporte por garantia. Outro ponto é que ainda há diversos locais que apenas aceitam dinheiro, então é sempre bom ter alguns Bahts com você.

Acomodação

Para os mochileiros de plantão a Tailândia conta com diversos hostels em todas cidades, para pessoas que querem mais conforto o país conta com ótima infraestrutura de hotéis e resorts, porém o preço é mais salgado. Um hostel custaria algo em torno de 30 a 50 reais enquanto um hotel/resort custaria algo em torno de 130 a 200 reais. Um amigo me disse sobre o crescimento de AirBnb no país, que estaria em um meio termo entre as duas opções.

O que faltou            

Alguns locais que me foram recomendados por conhecidos e não pude ir são as ilhas Koh Tao e Koh Lipe, as cidades de Krabi e Chiang Rai, se você tem tempo e dinheiro são opções que provavelmente vão agradar você.

Esse foi meu relato de viagem sobre o que fazer na Tailândia, ficou alguma dúvida, pergunte nos comentários, já foi a Tailândia e quer acrescentar algo, diga nos comentários e muito obrigado!

Sobre Nilo Luz

Freelancer na área de marketing digital e apaixonado por viajar pelo Brasil e pelo mundo. Entusiasta em nomadismo digital, já morei na Austrália e conheci um canguru, já dei banho nos elefantes resgatados de maus tratos na Taiândia, comi massa e pizza na Itália e bebi vinho do porto em Portugal entre outras coisas durante minhas viagens, mas a mais importante é conhecer um pouco da cultura de cada local e outros viajantes, e aprender no processo.

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