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Entrevista com Rafael Bertolli – selecionado do Remote Year

foto1Já pensou poder trabalhar de qualquer lugar do mundo que tenha uma boa conexão de internet? Pensando nisso, o empresário Greg Caplan, ex funcionário do Groupon, decidiu criar o programa Remote Year. O programa foi aberto no fim do ano passado para que pessoas do munto inteiro se inscrevessem para ser um dos 100 privilegiados para participar do primeiro grupo de trabalho remoto.

O programa tem como slogan: viaje com pessoas interessantes enquanto trabalha remotamente. Seu grande diferencial é ajudar pessoas que já estão ou que querem entrar em áreas que permitem o trabalho remoto e que precisam de um suporte. Ao invés de viajarem sozinhos, os profissionais terão apoio uns dos outros e do staff do Remote Year durante um ano. O programa tem um itinerário fechado e passará por onze cidades na Europa, na Ásia e na América do Sul – confira o itinerário completo no fim do post.

Por tudo isso, o programa foi um sucesso e milhares de pessoas se candidataram e, no mês de março, o resultado foi divulgado. Um dos escolhidos foi o brasileiro Rafael Bertolli. 27 anos, nascido em Santo André, criado em Santa Barbara d’Oeste e, por enquanto, morador de São Paulo. O Rafael deu uma entrevista pra gente contando como foi o processo seletivo do programa, falando da sua vida profissional e sobre trabalho remoto. Confira:

O programa Remote Year

Como você soube do programa Remote Year?

RB: Soube através do Catraca Livre se não me engano. Foi no final do ano passado, não me recordo exatamente, mas na hora que li “bateu o santo” e fiz o meu cadastro.

O programa vai levar 100 pessoas para quantos países?
RB: Todos os participantes do programa viajarão juntos, nos encontraremos dia 1 de junho em Praga, e de lá seguiremos sempre juntos entre os países.

Como foi o processo da inscrição até ser escolhido?

RB: Foi todo remoto, inicialmente perguntas por formulários (primeiro pedindo informações profissionais, profissão, renda, currículo, experiência profissional), depois a parte final foi por Skype.

O resultado

O que você acha que contou pontos para ser escolhido entre tantos candidatos?

RB: Acho que a minha profissão e meu histórico profissional. Eu tinha o perfil que o projeto buscava. Casou o caso com o acaso☺

As 100 pessoas vão realizar os mesmos trabalhos?

RB: Não, na verdade cada um tem o seu trabalho. Na teoria ninguém trabalhará nos países visitados, pois o conceito do projeto é trabalho remoto e não local. Eu por exemplo tenho os meus clientes no Brasil e continuarei a atendê-los. Tem gente que não tem uma posição remota e está em busca de uma (sim, existem muitas oportunidades), mas cada um terá o seu trabalho e depende mais de você do que do projeto conseguí-lo.

Que tipo de trabalho vocês vão realizar?
RB: A maioria das pessoas eu acredito que seja dos setores de comunicação, publicidade e tecnologia e “um ou outro” vai ser de uma profissão mais diferente. Sei de uma menina de São Paulo por exemplo que trabalha como Stylist, ela está tentando vender pacotes de posts para blogs, que ela pode falar como é a moda nos países e tal. No meu caso já está bem certo de como vai ser, mas acredito que muitos participantes ainda vão descobrir como conseguirão se manter durante a experiência.

Você foi um dos 100 escolhidos no mundo. Qual foi a sensação na hora em que soube do resultado?

RB: A sensação foi de reconhecimento profissional e um pouco de sorte. Demorou mais ou menos uma semana para cair a ficha e acredito que na semana do embarque é que o bixo vai pegar realmente. Mesmo assim, fui 1 entre 25 mil, a sensação já é indescritível.

Qual país você mais quer visitar?foto2
RB: Pergunta difícil. Não tenho favoritos, a ansiedade é igual para todos! Cada um com sua particularidade. Acho que as coisas mais diferentes acontecerão na Ásia.

Você já passou tanto tempo longe da família e dos amigos?
RB: Não. O máximo foi um mês.

Que impacto você acha que esse projeto vai ter na sua vida?
RB: Muitos. Culturalmente e profissionalmente minha bagagem de conhecimento vai crescer muito. Espero, depois da viagem, poder canalizar tudo isso em novos negócios.

Vida e nomadismo digital

Com o que você trabalha?

RB: Sou consultor de inovação e tecnologia.

Você já trabalhava a distância antes? Em que área?
RB: Sim, atendo vários clientes a distância atualmente, com e-commerce mesmo.

Você já viajou trabalhando de maneira remota?
RB: Não, será a primeira experiência.

Você vai manter algum dos seus negócios enquanto participa do programa?

RB: Sim, manterei todos e já estou fechando novos, por conta do projeto.

Quais as vantagens e desvantagens do trabalho remoto?
RB: Tem que ter disciplina, acho isso uma desvantagem. Lá nos países que estaremos teremos um lugar físico para trabalhar e, claro, poderemos trabalhar de algum café ou até mesmo da praia. A vantagem neste caso vai ser estar num lugar incrível.

Quais as principais dificuldades na transição de um trabalho “comum” para um trabalho a distância?

RB: Os clientes/empregadores aceitarem esta condição. Eles têm medo que você não seja focado no trabalho, não estando fisicamente perto deles. É um medo natural, que só a experiência vai comprovar o contrário.

Você já tinha vontade de ser um nômade digital?
RB: Sim, mas foi uma coisa que aconteceu naturalmente, até por conta da minha profissão. Agora que realmente vou sentir na pele como é ser um nômade digital. E daqui a um ano saberei se deu certo ou não.

O grupo inaugural vai partir em primeiro de junho de 2015 e o itinerário completo é: 1. Praga (República Tcheca), 2. Liubliana (Eslovênia),  3. Dubrovnik (Croácia), 4. Istambul (Turquia), 5. Penang (Malásia), 6. Ko Tao (Tailândia), 7. Hanoi (Vietnã), 8. Kyoto (Japão), 9. Buenos Aires (Argentina), 10. Mendonça (Argentina), 11. Santiago (Chile), 12. Lima (Peru). Não há previsão de inscrições para um próximo grupo. Para mais informações, acesse: remoteyear.com

Para entrar em contato com o Rafael, acesse: bertolli.com.br

Sobre Beatriz Lima

Beatriz Lima tem 24 anos, nasceu em Santos e é apaixonada por viagens. Com um mês de idade foi levada pra primeira e desde então já viajou pra mais de cem cidades no Brasil e no mundo e agora quer ajudar outras pessoas a conhecerem o mundo. Formada em Letras, dá aulas de inglês e gosta de ler, escrever, sair e conhecer pessoas.

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